Programa do Parque Social é reconhecido durante Fórum de Melhores Práticas da ABRH-BA

O “Vai ter gorda” nasceu como um movimento social de empoderamento feminino em prol dos direitos humanos e contra a homofobia. As amigas Adriana Santos, Maria França e Clarissa Albergaria nem imaginavam o potencial que o ato tinha quando o inscreveram no Programa Comunidade Empreende (PCE), da organização sem fins lucrativos Parque Social.

O PCE, apoiado pela Prefeitura de Salvador, atua em comunidades da capital no sentido de promover o empreendedorismo social, auxiliar movimentos locais, além de disseminar a cultura de autodesenvolvimento dos locais em que estão ativos. O projeto foi premiado no 10º Prêmio Ser Humano pela Associação Brasileira de Recursos Humanos – Seccional da Bahia (ABRH-BA) em dezembro de 2018 e apresentado nesta quinta-feira (25) durante o Fórum de Melhores Práticas.

Após ter passado pelo PCE, o movimento social também se transformou em um negócio. As amigas puderam ver o potencial da ideia e montaram, assim, uma sociedade que faz parcerias com diversas áreas da sociedade, como empresas de vestuários, de acessório e até mesmo com o poder público.

“É importante que a gente tenha esse espaço, traga outras mulheres para o movimento, incentive o empreendedorismo, o afroempreendedorismo. Foi muito importante que a gente tivesse passado pelo PCE para poder expandir nossos olhares e ver que o nosso movimento social podia ser ainda maior”, disse Clarissa Albergaria, 34.

Dentre as práticas oferecidas pelo PCE estão o acompanhamento das iniciativas próprias de grupos da comunidade, a realização de um plano de negócio, um plano de comunicação, identidade visual completa, um plano financeiro, além de cursos de oratória, postura e de pitch.

O PCE foi premiado pela segunda vez pelo Prêmio Ser Humano.

“Esse reconhecimento mostra que o nosso esforço vale a pena, que nós estamos em busca daquilo que a gente entendeu como nossa missão e de fato estamos cumprindo. Esse é o nosso programa que desenvolvemos lá no Parque Social e recebemos o prêmio em dezembro e o trabalho é muito inspirador, na medida em que os participantes quase nunca acreditam nesse potencial que eles têm e no potencial daquela comunidade. Nós percebemos o quanto a autoestima deles é elevada”, afirmou a diretora-geral Sandra Paranhos.

*Matéria do jornal Correio da Bahia em 26-04-2019

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