Conheça histórias de jovens formados pelo Parque Social: ‘Ajudou a nortear meu futuro’

Instituição certificou 300 estudantes para o mercado de trabalho; outros 300 iniciam novo ciclo

Jovem negro de origem humilde, o estudante Victor Lopes, 18 anos, mora com a família no Nordeste de Amaralina, área periférica de Salvador. Filho de pais separados, Victor, que tem outros três irmãos, terminou o ensino médio há dois anos e, apesar da pouca experiência de vida, tinha uma única certeza: precisava “correr atrás”.

Em busca do primeiro emprego, não demorou muito e o estudante se tornou um dos 300 integrantes do Jovem Aprendiz Empreendedor, programa do Parque Social que possibilita que meninos e meninas, com idade entre 14 e 22 anos, tenham a primeira experiência profissional. Para Victor, participante do ciclo 2018, a vivência foi um “norte” ao seu futuro, que ganhou novos rumos nesta terça-feira (7), quando recebeu o certificado de participação do projeto, no Palácio Thomé de Souza.

O jovem, que queria “trabalhar de qualquer coisa” para ajudar a mãe e o padrasto nas despesas de casa, passou um ano e seis meses trabalhando no gabinete do prefeito ACM Neto, onde desenvolveu atividades na área de Recursos Humanos (RH), além de outros setores administrativos sob orientação do programa – realizado em parceria com a Secretaria Municipal de Trabalho, Esporte e Lazer (Semtel), que distribui os jovens nas secretarias da cidade.

“Nunca pensei que um dia eu ia trabalhar no mesmo lugar do prefeito. Aliás, eu nunca pensei que um dia eu estaria aqui. Eu só queria um trabalho qualquer, mas o projeto norteou o meu futuro e eu desenvolvi uma noção de responsabilidade não só financeira, mas também emocional”, comentou o jovem, que decidiu estudar Medicina.

De acordo com a presidente de honra do Parque Social, Rosário Magalhães, o programa funciona como uma “jornada transformadora”, possibilitando que jovens como Victor, que nem sempre têm oportunidades, tenham suas vidas transformadas por meio do conhecimento.

“A gente acredita na aprendizagem e no trabalho como forças propulsoras de desenvolvimento. São jovens que recebem qualificação para exercerem suas funções. Eles têm 400 horas de aulas teóricas, além de 880 práticas, com supervisão de um gestor, que é para garantir a absorção de conhecimento”, explicou Rosário, citando a Lei Municipal nº 9.376/2018, aprovada pela Câmara em 2018, tornando a iniciativa uma política pública.

A jornada
O desemprego, segundo o prefeito ACM Neto, é um dos maiores problemas sociais enfrentados pelos soteropolitanos. “Nós estamos garantindo que pelo menos mais 300 jovens possam ter a experiência com o primeiro emprego, a convivência com o mercado de trabalho e o aprendizado que, no futuro, serão coisas fundamentais para suas vidas”, afirmou.

O gestor também comentou a dinâmica do programa.

“Há um acompanhamento social, educacional, é um trabalho que fará desses jovens mais preparados para que futuramente não engrossem a massa de desempregados”, concluiu ACM Neto.

Para ingressar no Jovem Aprendiz Empreendedor, é necessário estar matriculado na rede pública de ensino regular ou estar prestes a concluir o ensino médio.

Além de serem contratados formalmente como aprendizes das seções da prefeitura, com direito a meia bolsa de salário, os jovens continuam frequentando as aulas teóricas que abordam administração, gestão de pessoas, relacionamento e até noções básicas de Direito.

*Matéria do jornal Correio da Bahia em 08-05-2019

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